domingo, 18 de fevereiro de 2018

Jogos Olímpicos 2018 - Categoria de Dança

Jogos Olímpicos


PeyongChang 2018




Categoria de Dança

Vídeos da dança curta por ordem de classificação

Virtue & Moir

Papadakis & Cizeron

Hubbell & Donohue

Shibutani & Shibutani

Cappellini & Lanotte
Indisponível de momento

Bobrova & Soloviev

Chock & Bates

Weaver & Poje

Gilles & Poirier

Coomes & Buckland

Guignard & Fabbri

Hurtado & Diaz
Indisponível de momento

Zagorski & Guerreio

Kaliszek & Spodyriev

Muramoto & Reed

Min & Gamelin

Lorenz & Polizoakis

Lauriault & Le Gac

Mysliveckova & Csolley
Indisponível de momento

Nazarova & Nikitin

Agafonova & Ucar

Wang & Liu

Mansourova & Ceska

Tankova & Zilberberg
Indisponível de momento

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Jogos Olímpicos 2018 - Categoria de Pares

Jogos Olímpicos 


PeyongChang 2018




Categoria de Pares

Vídeos

Savchenko & Massot

Curto


Livre


Sui & Han

Curto


Livre


Duhamel & Radford

Curto


Livre


Tarasova & Morozov

Curto


Livre


James & Ciprés

Curto


Livre


Marchei & Hotarek

Curto


Livre


Zabiiako & Enbert

Curto


Livre


Yu & Zhang

Livre


Séguin & Bilodeau

Curto


Livre


Della Monica & Guarise

Livre


Moore-Towers & Marinaro

Curto


Livre


Astakhova & Rogonov

Curto


Livre


Ryom & Kim

Curto


Livre


Duskova & Bidar

Curto


Livre


Scimeca-Knierim & Knierim

Livre


Hocke & Blommaert

Curto


Livre


Peng & Jin

Curto


Alexandrovskaya & Windsor

Curto



Ziegler & Kiefer

Curto


Suzaki & Kihara

Curto


Kim & Kam

Curto






Jogos Olímpicos 2018 - Ai o cupido...

Jogos Olímpicos 

PeyongChang 2018



(Imagem encontrada através do Google)


Ai o cupido...

Aproveitando que há poucos dias se celebrou o dia dos namorados, vou aproveitar para responder a várias questões que me têm sido enviadas sobre casais na patinagem artística. Alguns patinadores são muito discretos quanto à sua vida pessoal e temos de respeitar o seu espaço. No entanto outros não se preocupam em esconder o seu estado civil. Então vamos a isso.

A pergunta mais frequente sobre casais é esta: Tessa Virtue & Scott Moir namoram? Este par de dança do Canadá mexe com a imaginação dos espectadores devido à sua grande cumplicidade e capacidade interpretativa. Quase que não conseguimos pensar num sem o outro devido à sua união tão harmoniosa. Para tristeza de muitos a resposta é não: Tessa e Scott só formam parceira nas pistas de gelo. Curiosamente eles estão juntos como há mais tempo do que muita gente tem de namoro ou casamento. Tessa e Scott formaram parceria em 1997 quando ainda eram garotos. 
É verdade que eles namoraram durante um período mas acabaram por separar-se sem fazer dramas em público. 

Tessa Virtue & Scott Moir

Tessa e Scott numa competição em 1998

E já que estamos a falar em pares de dança, repetidamente é colocada a mesma questão sobre Kaitlyn Weaver & Andrew Poje. Eles fazem um par belíssimo mas são discretos fora das pistas de gelo. Os rumores apontam que sim - que eles formam um casal há já alguns anos. 

Kaitlyn Weaver & Andrew Poje

Madison Hubell & Zachary Donohue (Estados Unidos) têm uma química incrível e muita gente pensa que eles formam um casal. É muito fácil pensar isso ao vê-los juntos em pequenos momentos de preparação antes de entrar em pista. Mas eles são somente parceiros na pista de gelo. Madison e Zachary namoram com os elementos de um par rival. Madison é namorada de Adriá Diaz e Zachary está com Olivia Smart. Adriá Diaz e Olivia Smart competem na categoria de dança em representação da Espanha.

Madison Hubbell & Zachary Donohue

Olivia Smart & Adriá Diaz


Madison Chock e Evan Bates também despertam a curiosidade de muitos fãs. A história deles é curiosa. Quando eles começaram a patinar juntos, ambos tinham relações estáveis. Madison namorava com Deividas Stagniunas (patinador da Lituânia) e Evan esteve muitos anos com uma patinadora chamada Becky. Acontece que eles acabaram atingidos em cheio pela seta do cupido e apaixonaram-se. Actualmente Madison e Evan são um casal assumidíssimo.

Madison Chock & Evan Bates

Outro par sobre o qual estão sempre a aparecer perguntas é Ekaterina Bobrova & Dmitri Soloviev (Rússia). Ekaterina e Dmitri são muito amigos mas nunca namoraram. Ekaterina é casada com o patinador Andrei Deputat que costumava competir na categoria de pares. Dmitri foi casado com a ex-patinadora Ekaterina Lobanova com quem teve um filho. Actualmente Dmitri tem outra companheira. 

Ekaterina Bobrova & Dmitri Soloviev

Ekaterina com o marido Andrei Deputat

Gabriella Papadakis & Guillaume Cizeron são perfeitos em pista e têm uma ligação fantástica. No entanto é tudo performance. Eles são grandes amigos mas cada um segue a sua vida fora das pistas. Gabriella namora há algum tempo com o ex-patinador Stefano Caruso. Guillaume é super discreto quanto à sua vida pessoal. 

Gabriella Papadakis & Guillaume Cizeron

Os simpáticos italianos Charlene Guignard & Marco Fabbri são um casal muito querido e a sua parceira fora das pistas já dura há bastante tempo. Ironicamente a maioria das pessoas nem percebe isso. 

Charlene Guignard & Marco Fabbri

Os jovens franceses Marie-Jade Lauriault & Romain Le Gac são casados desde 2015. Isso mesmo, juntos dentro e fora das pistas desde muito jovens.

Marie Jade Lauriault & Romain Le Gac

Quem ainda não casou mas vai a caminho disso é o par britânico Penny Coomes & Nicholas Buckland. 

Penny Coomes & Nicholas Buckland



Quem também desperta curiosidade nos novos fãs é o par canadiano Piper Gilles & Paul Poirier. Estes dois têm uma excelente cumplicidade no gelo mas é só isso. Eles não são namorados. 

Piper Gilles & Paul Poirier

Quanto ao par japonês Kana Muramoto & Chris Reed a resposta é negativa. Chris Reed namora há algum tempo com a patinadora austríaca Kerstin Frank (compete na categoria individual).

Kana Muramoto & Chris Reed 

Kavita Lorenz & Joti Polizoakis da Alemanha formam outro par que apenas está junto nas pistas. De resto têm as suas vidas separadas.

Kavita Lorenz & Joti Polizoakis

E pronto... penso ter respondido às questões mais colocadas quanto a pares de dança. 

























quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Notícias - Stolbova & Klimov

Ksenia Stolbova e Fedor Klimov nem sequer estão a competir nos Jogos Olímpicos de PeyongChang 2018 mas não deixam de estar no centro das atenções.
No início da semana começou a circular a notícia de que este par ia abandonar a competição após a participação nos próximos campeonatos do mundo que vão decorrer em Milão, durante o mês de Março. A fonte da notícia foi a treinadora Nina Mozer que trabalha com eles há diversos anos. Maxim Trankov, campeão olímpico de pares em Sochi 2014 e amigo de Fedor, foi citado pela agência de notícias Tass e também confirmou esse abandono.
Muitos fãs ficaram tristes com esta notícia mas apoiaram o par com manifestações de carinho nas redes sociais.
Depois de se saber que Ksenia não podia participar nos Jogos Olímpicos, o par esteve um tempo parado. Ksenia aproveitou para fazer uma viagem a Nova Iorque. Entretanto, o par já regressou aos treinos e o objectivo é conquistar uma medalha nos mundiais.
Mas eis que Ksenia Stolbova apanhou toda a gente de surpresa e contrariou a sua própria treinadora Nina Mozer e Maxim Trankov. É que agora ela parece determinada em continuar na patinagem de competição e disse que nem sequer falou com Fedor sobre o abandono... Pelo tom dela, Ksenia não gostou muito que Maxim Trankov tivesse feito declarações públicas sobre o assunto. As declarações de Ksenia apareceram neste artigo: https://rsport.ria.ru/figure_skating/20180213/1132485790.html
Ou Nina Mozer/Maxim Trankov entenderam mal ou então Ksenia mudou de ideias depois da viagem para recuperar da desilusão.


Ksenia Stolbova


Posts recentes sobre a situação de Stolbova & Klimov:
http://magiageladapatinagememportugues.blogspot.pt/2018/02/jogos-olimpicos-2018-oar.html
http://magiageladapatinagememportugues.blogspot.pt/2018/02/noticias-stolbova-klimov.html

Jogos Olímpicos 2018 - Introdução ao Código de Pontos - Parte 1

Jogos Olímpicos 


PeyongChang 2018





Guia Básico para entender as notas


Para quem apenas começou a assistir a competições de patinagem artística há pouco tempo é possível que haja um pouco de confusão sobre como as notas são atribuídas aos patinadores. É natural que se fique baralhado ao ouvir falar em nota técnica, nota artística, graus de execução, valores base, níveis, etc. Mas afinal como é que a nota é construída?



Nota técnica

A construção da nota técnica é a que normalmente levanta inúmeras questões e é a que confunde mais os novos fãs. A matemática é fundamental para compreender o sistema. 


No geral, os elementos de saltos são os que mais chamam a atenção porque são fulcrais em três disciplinas: Homens, Senhoras e Pares. Por isso vamos começar esta introdução precisamente por aí. 

Nas categorias de Homens e Senhoras

O primeiro passo para pontuar os saltos é apurar o seu valor base. Os saltos não são todos iguais e a sua cotação varia consoante o grau de dificuldade. A definição de entrada nos saltos é a sua matriz e é a forma de distingui-los. Existem seis formas de saltos que estão catalogadas: toeloop, salchow, loop, flip, lutz e axel. O Código de Pontos hierarquiza estes saltos conforme a dificuldade na definição de entrada. O toeloop é considerado o salto com entrada mais fácil enquanto o lutz é o que tem a entrada mais difícil. A segunda fase para apurar o valor base tem a ver com o número de rotações efectuadas durante o salto. Cada salto parte de uma base de rotação de uma volta. A única excepção é o axel pois parte de uma rotação base de uma volta e meia. Portanto, o valor base dos saltos resulta da junção da definição de entrada e do número de rotações. Por exemplo, um toeloop simples (uma rotação) tem um valor base de 0.4pts, um toeloop duplo tem um valor base de 1.30pts e um triplo toeloop tem um valor base de 4.30pts.

Depois do valor base estar apurado é necessário avaliar a qualidade da execução. Para isso são avaliadas diversas facetas do salto nomeadamente o rigor na definição de entrada, altura, eixo de rotação, velocidade e recepção. Estas facetas são ajuizadas mediante uma escala chamada de grau de execução. Actualmente, a escala é composta por sete graus de execução. Cada grau tem diversos critérios que estão tipificados no Código de Pontos.
O primeiro grau é o 0 e isso significa que o elemento cumpriu os critérios básicos para poder ficar com o valor base.
Quando existem erros existem três graus negativos: -1, -2 e -3. 
Quando o elemento é executado com qualidade existem três graus de execução positivos: +1, +2 e +3. O +3 é o grau de excelência. Quantos mais critérios qualitativos forem preenchidos mais elevado será o grau de execução a aplicar. 
Uma das coisas mais importantes que o painel tem de avaliar é o rigor na definição de entrada dos saltos. Qualquer falha a esse nível é muito impactante no grau de execução a aplicar. Caso a definição de entrada do salto seja realizada de forma incorrecta, os juízes têm de aplicar grau de execução negativo mesmo que a rotação tenha sido boa e a recepção tenha sido efectuada com sucesso. Quando há dúvidas quanto a definição de entrada, o salto é marcado com o símbolo "!" e não poderá receber +3 no grau de execução.
Normalmente os saltos que causam mais problemas aos patinadores na entrada são o lutz e o flip. No lutz, o patinador tem de ir a deslizar para trás e a lâmina do patim do pé de apoio tem de estar colocada em aresta exterior. Já no flip a lâmina do patim do pé de apoio tem de estar posicionada no fio interno. Muitos patinadores misturam aspectos da entrada do lutz e do flip e por causa disso foi criada a expressão "flutz" para identificar esse grave erro. Quando um patinador faz um "fluz", os juízes têm de aplicar grau de execução negativo.
A recepção do salto é outro aspecto que tem de ser avaliado. Caso o patinador caia na recepção do salto, as regras mandam que seja aplicado o grau -3 mesmo que o resto tenha sido bom. Outros aspectos da recepção que podem influenciar o grau de execução têm a ver com a recepção feita em dois pés, instabilidade na posição da lâmina do pé da recepção, falta de velocidade na saída, toque no gelo com uma ou duas mãos para manter o equilíbrio, etc. 
Quanto aos saltos ainda existe outra coisa fundamental: saber se as rotações que o patinador se dispôs a efectuar foram realmente completadas. Quantas vezes já assistiram a uma prova que pensaram ter sido espectacular e depois ficaram intrigados com a nota técnica porque os saltos pareceram perfeitos? Às vezes é muito difícil o espectador fazer essa avaliação em tempo real. Mas o painel onde se encontra o controlador técnico tem à sua disposição imagens focadas apenas nos pés dos atletas e por isso tem olho de falcão para dar indicação aos juízes se a última rotação não tiver sido completa. Exemplo: o patinador tenta apresentar um triplo toeloop mas apenas consegue realizar duas voltas e meia - o Código de Pontos tem forma de lidar com situações desse género. Quando falta cerca de 1/4 de volta para completar efectivamente a última rotação, o valor base é automaticamente reduzido. Se faltar 1/4 de volta numa tentativa de triplo toeloop, o valor base passa de 4.30pts para 3.00pts. Se faltar mais de 1/4 de volta, em vez de ser cotado como triplo passa a ser valorizado como duplo. 

Na categoria de Pares

Os saltos também são super importantes na categoria de pares. Os tipos de saltos, definições de entrada, recepções, etc são iguais aos individuais. No entanto existem alguns pormenores exclusivos desta disciplina. 
Tanto no programa curto como no livre é exigido que cada par apresente um salto lado-a-lado/paralelo. É obrigatório que os dois elementos do par apresentem exactamente o mesmo salto e com o mesmo número de rotações. Para além de serem avaliadas a definição de entrada, velocidade, eixo de rotação, extensão, recepção, também é escrutinada a sincronização entre os parceiros. O par deve entrar para o salto com a mesma velocidade, completar as rotações com altura equiparada e fazer a recepção no mesmo momento. Quando um dos parceiros faz um número de voltas diferente para mais ou para menos, isso tem implicações no apuramento do valor base e na aplicação do grau de execução. Exemplo: o plano é apresentar um triplo toeloop. A patinadora realiza um triplo toeloop mas o patinador apenas efectua um duplo toeloop.  O valor base será apenas o referente ao do duplo toeloop. Quanto ao grau de execução, as regras mandam que seja aplicado grau de execução negativo. 
No programa livre desta disciplina também é exigida uma combinação de saltos lado-a-lado.
Os saltos lançados são outros elementos característicos dos pares. O elemento masculino do par tem de lançar a patinadora no momento inicial do salto. No programa curto tem sido exigido um salto lançado mas no programa livre têm de ser dois. Dos saltos que estão catalogados, os pares podem escolher os que quiserem. No entanto, é obrigatório que sejam dois saltos diferentes. Exemplo: o par tem de realizar dois saltos lançados e escolhe o triplo salchow e o triplo loop. Se o par realizar exactamente o mesmo salto nos dois lançamentos então o segundo será considerado um elemento inválido e não receberá qualquer ponto. Um aspecto muito importante, que na maioria das vezes é ignorado pelos comentadores, é que a posição do homem também é alvo de avaliação. O patinador deve manter o tronco o mais direito possível e a perna livre tem de estar controlada. Se o patinador ficar demasiado inclinado para a frente isso terá de ser levado em conta na aplicação do grau de execução. 



E agora vamos falar um pouco dos peões.




Os peões também estão catalogados no código de pontos. Os peões mais reconhecidos são as posições camel, em baixo e layback (obrigatório na categoria de senhoras). 
O valor base dos peões é determinado pelos níveis. 
Existem quatro níveis: 1, 2, 3 e 4. O nível 1 é o básico e o nível 4 é o máximo. 
Cada nível é composto por diversos critérios. Quantos mais critérios forem preenchidos maior será o nível a aplicar. O número de voltas é fundamental para apurar o nível. Para que o peão possa atingir o nível 4, o patinador tem de realizar no mínimo 8 voltas. Exemplo de critério a preencher para aumentar o nível: mudança de utilização do fio interno para o fio externo da lâmina do pé de apoio durante o peão. Este critério é especialmente importante nos peões em combinação. 

Esta é apenas a primeira parte de uma breve introdução ao código de pontos. Se gostarem deste tipo de posts digam-me :)





terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Jogos Olímpicos 2018 - Transmissão televisiva II

Jogos Olímpicos 


PeyongChang 2018




Transmissão televisiva

Como já devem saber, a transmissão dos Jogos Olímpicos de Inverno 2018 em Portugal está a ser assegurada pelos canais Eurosport 1 e 2 que estão disponíveis nas operadoras de TVCabo. 
Para quem gostar dos outros desportos de inverno mas não tiver muito tempo disponível, pode ver os resumos transmitidos pela RTP 2 por volta das 21h00.
A competição por equipas terminou e as coisas começam a doer na patinagem artística com as provas nas categorias de Pares e de Homens quase a começar. Em baixo podem consultar os horários previstos. 

Canal Eurosport 1

14-02-2018
03h00 - Programa curto de pares em directo

15-02-2018
08h00 - Transmissão em diferido
21h15 - Transmissão em diferido

16-02-2018
04h00 - Transmissão em directo (deve ser o programa curto de Homens)
09h00 - Transmissão em diferido

17-02-2018
03h45 - Transmissão em directo (deve ser o programa livre de Homens)

19-02-2018 
03h30 - Transmissão em directo (deve ser a dança curta)




segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Notícias - Stolbova & Klimov

O par russo Ksenia Stolbova & Fedor Klimov tem uma enorme legião de fãs de todas as nacionalidades. Estes patinadores formam uma das parcerias mais populares e respeitadas do circuito internacional. Depois de várias lesões graves que afectaram tanto Ksenia como Fedor, o par estava a tentar regressar à sua melhor forma com o objectivo de lutar pela medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2018. No entanto, o par acabou afectado pela polémica existente em torno da Rússia e foi impedido de participar nos Jogos Olímpicos de 2018. É que o Comité Olímpico Internacional decidiu excluir Ksenia Stolbova da lista de atletas russos autorizados a participar nos Jogos. Apesar de confirmar que Ksenia nunca acusou doping, o Comité Olímpico Internacional não deu qualquer justificação para a sua decisão. Isto apanhou Stolbova & Klimov completamente de surpresa. Ksenia avançou para um processo judicial contra o Comité Olímpico Internacional mas ainda não se sabe o resultado. 
Podem ler mais sobre esta polémica aqui: http://magiageladapatinagememportugues.blogspot.pt/2018/02/jogos-olimpicos-2018-oar.html
Com este duro revés nos seus planos, Nina Mozer (treinadora de Stolbova & Klimov) comunicou agora que este par se vai despedir da competição nos Campeonatos do Mundo 2018 que decorrerão em Milão no mês de Março. Trata-se de um adeus prematuro pois havia a ideia de que eles se manteriam no circuito competitivo durante mais um ciclo olímpico. 


Stolbova & Klimov durante uma conferência de imprensa
Ksenia e Fedor tiveram vários momentos altos na sua carreira nomeadamente com a conquista da medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Sochi em 2014. Eles também se sagraram vice-campeões mundiais em 2014 para além de terem arrecadado quatro medalhas nos campeonatos da Europa. Na temporada 2015/2016, Ksenia e Fedor venceram categoricamente a Final do Grande Prémio. A estes resultados acrescentam-se outras conquistas em várias provas de relevo internacional. 
Com uma incrível qualidade base de patinagem, Ksenia e Fedor destacaram-se pelo rigor e pelas linhas corporais limpas. 
Vão deixar muitas saudades. 

O icónico programa livre de Stolbova & Klimov na Final do Grande Prémio 2015/2016


sábado, 10 de fevereiro de 2018

Jogos Olímpicos 2018 - OAR?

Jogos Olímpicos 


PeyongChang 2018




OAR?

Nestes primeiros dias dos Jogos Olímpicos de Inverno que estão a decorrer em PeyongChang (Coreia do Sul) tenho recebido diversas perguntas sobre a sigla OAR e por que é que no primeiro dia da competição por equipas não apareceu a bandeira da Rússia junto do nome dos atletas desse país. 
Os atletas russos que estão presentes nos Jogos Olímpicos em PeyongChang não estão autorizados a utilizar qualquer símbolo oficial da Rússia nomeadamente a bandeira. Por isso é que junto do nome dos atletas desse país aparece a designação OAR que significa "Olympic Athletes from Russia", ou seja, "Atletas Olímpicos da Rússia". Eles têm utilizado equipamentos neutros sem as cores da bandeira russa e só podem usar o logotipo com os famosos anéis olímpicos. 
Esta situação é o resultado de uma enorme polémica despoletada pelo "Relatório McLaren" que foi usado como base pela WADA (World Anti-Doping Agency) para investigar desportistas russos. A questão não é nova e já fez correr muita tinta durante os Jogos Olímpicos de Verão que decorreram no Rio de Janeiro em 2016. Muito resumidamente, o principal problema reportou-se aos desportistas do atletismo e no que diz respeito aos desportos de inverno o foco foi o biatlo e o ski. Segundo o "Relatório McLaren" alguns responsáveis do governo russo sabiam da existência de esquemas de doping nomeadamente o então ministro do desporto Vitaly Mutko. Richard McLaren, canadiano especialista em Direito do Desporto e que foi o autor do relatório, apontou baterias a todos os atletas russos que competiram nos Jogos Olímpicos de Sochi em 2014. É de salientar que também houve algumas denúncias anónimas que sustentaram a versão de Richard McLaren. Vários atletas que competiram em Sochi foram humilhados e os seus resultados foram apagados e muitos tiveram que devolver medalhas. O culminar deste jogo de bastidores ocorreu quando o Comité Olímpico Internacional anunciou que ia penalizar a Rússia nos Jogos Olímpicos de Inverno em 2018, proibindo esses atletas de usar bandeiras ou símbolos russos nos equipamentos. No caso de algum atleta russo vencer uma medalha de ouro, o hino russo não poderá ser tocado na cerimónia protocolar. Tal como referi em cima, os atletas da Rússia devem ser tratados como "Atletas Olímpicos da Rússia" em vez de simplesmente serem chamados de russos. O único símbolo oficial que podem usar é o logotipo olímpico. É de salientar que até ao início de Dezembro de 2017 os atletas russos não sabiam se podiam competir nos Jogos Olímpicos de 2018 (com início em Fevereiro) e isso levou a uma certa angústia não só psicológica como ainda lhes causou problemas na forma como organizar/planear o futuro próximo com estágios, acomodações, etc. Na mesma altura, o Comité Olímpico Internacional, através do seu Presidente Thomas Bach, referiu que ia apresentar uma lista com os atletas russos que foram investigados e oficialmente ilibados de suspeitas de doping. Como critério ficou determinado que a partir dessa lista, o Comité Olímpico Internacional ia endereçar convites aos atletas. Apenas os atletas que recebessem convite ficariam autorizados a competir em PeyongChang. Este critério provocou protestos porque ia claramente contra as regras de qualificação de cada um dos desportos. Ou seja, se o atleta foi considerado limpo e cumpriu os critérios de qualificação devia ser autorizado a competir e pronto. Mas o Comité Olímpico Internacional não entendeu assim.


A outra face da polémica

No que diz respeito à patinagem artística nenhum atleta russo acusou doping. Convém referir que as análises dos patinadores russos há muito tempo que são feitas em laboratórios externos, nomeadamente em laboratórios britânicos. As amostras dos patinadores que competiram em Sochi 2014 foram reanalisadas noutros laboratórios e os atletas foram ilibados de qualquer suspeita. 
Após os campeonatos da Europa 2018, que se realizaram em Janeiro, saiu uma notícia que caiu que nem uma bomba na federação russa e no mundo da patinagem. O Comité Olímpico Internacional decidiu não convidar Ksenia Stolbova e Ivan Bukin para os Jogos Olímpicos de 2018. Porquê? Boa pergunta... Os responsáveis do Comité Olímpico Internacional não apresentaram qualquer fundamento para a sua decisão. Leram bem: nenhum fundamento! Simplesmente não convidaram estes atletas. 
Ksenia Stolbova compete na categoria de pares com o parceiro Fedor Klimov, tendo conquistado a medalha de prata em Sochi 2014. Stolbova & Klimov são um dos melhores pares do mundo. 

Programa livre de Stolbova & Klimov em Sochi 2014


Ivan Bukin compete na categoria de dança com Alexandra Stepanova, tendo assegurado a medalha de bronze nos últimos campeonatos da Europa. Stepanova & Bukin estão numa fase ascendente da carreira. Quanto a Ivan Bukin, ele nem sequer competiu em Sochi. 

A notícia de que Ksenia Stolbova e Ivan Bukin não tinham sido convidados foi divulgada quando eles estavam de malas feitas para viajar para o Japão, para se juntarem aos outros patinadores da selecção nacional russa, e participar no último estágio de preparação para PeyongChang 2018. A falta de informação sobre este impedimento provocou desespero tanto em Ksenia Stolbova como em Ivan Bukin. Ksenia manifestou-se discretamente nas redes sociais, nomeadamente no Facebook, mas recebeu imensos comentários e mensagens de solidariedade. Há poucos dias ela voltou a dar sinal de vida nas redes sociais e publicou uma mensagem de agradecimento pelo apoio recebido. Ksenia deixou no ar que tem toda a intenção de continuar na patinagem de competição e pretende competir nos próximos mundiais. 
Ivan Bukin ficou absolutamente perplexo e acabou por escrever uma carta aberta ao Comité Olímpico Internacional. 




Tanto Ksenia Stolbova como Ivan Bukin, com apoio institucional da Rússia, avançaram para tribunal. Mesmo que lhes seja dada razão, a verdade é que a decisão nunca chegará a tempo de lhes permitir competir nestes Jogos Olímpicos. 
Com esta situação, a federação russa viu-se obrigada a chamar Kristina Astakhova & Alexey Rogonov e Tiffany Zagorski & Jonathan Guerreiro à última da hora para substituir Ksenia Stolbova & Fedor Klimov e Alexandra Stepanova & Ivan Bukin respectivamente. 

Com a falta de Ksenia Stolbova e Ivan Bukin, a federação russa teve de repensar toda a estratégia que tinha montada para a competição de equipas. Era suposto que Alexandra Stepanova & Ivan Bukin fizessem a parte da dança curta na competição por equipas e afinal Ekaterina Bobrova & Dmitri Soloviev vão ter de assegurar quer a dança curta como a dança livre. Na categoria de pares era suposto que Ksenia Stolbova & Fedor Klimov pudessem patinar a parte do programa livre e assim essa responsabilidade passou para o par Natalia Zabiiako & Alexander Enbert. Relembro que a Rússia era uma das favoritas a vencer a medalha de ouro na competição por equipas. 

Ainda há mais...

Esta polémica em torno das relações da Rússia e do Comité Olímpico Internacional está longe de estar acabada. 
Poucos dias antes do início dos Jogos de PeyongChang foi divulgada uma decisão do tribunal arbitral do desporto na Suíça ilibando uma série de atletas russos das acusações que lhe foram apontadas depois do "Relatório McLaren". Vários atletas tiveram os seus resultados repostos quanto aos Jogos de Sochi e as medalhas foram devolvidas. Outros atletas foram ilibados das acusações de doping (cerca de 28). 
Eu pesquisei material em português sobre esta situação mas não encontrei quase nada. Mesmo assim lá descobri esta reportagem do canal Euronews sobre a atleta Elena Nikitina, a quem foi devolvida a medalha que ela conquistou em Sochi.
Aqui está o link: http://pt.euronews.com/2018/02/01/atleta-russa-estavamos-prontos-para-lutar-
No entanto, os recursos de outros atletas que não foram convidados para os Jogos de PeyongChang acabaram rejeitados. 

Como se todo este caso não fosse já tão confuso, os hackers que publicam no "Fancy Bears" encontraram material que alegadamente prova que o "Relatório McLaren" foi encomendado pelo governo canadiano. O Canadá é uma enorme potência nos desportos de Inverno e é adversário directo da Rússia em muitos desportos. Segundo os documentos descobertos pelos hackers do "Fancy Bears" o objectivo era afastar adversários do caminho. 

Seja qual for a verdade, o Comité Olímpico Internacional, a WADA e o Comité Olímpico da Rússia têm culpas no cartório quanto à gestão desta enorme polêmica. No que diz respeito à patinagem artística, o Comité Olímpico Internacional colocou na lama o bom nome de Ksenia Stolbova e Ivan Bukin sem divulgar qualquer fundamento que justifique o porquê deles terem sido excluídos dos Jogos de PeyongChang 2018. Como é que é suposto estes patinadores defenderem a sua honra se nem sequer foram informados da razão do seu afastamento? Infelizmente parece que eles foram transportados para um livro de Franz Kafka...


Alexandra Stepanova & Ivan Bukin


























quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Jogos Olímpicos 2018 - Transmissão televisiva

Jogos Olímpicos 


PeyongChang 2018



Transmissão televisiva

As provas de patinagem artística que vão decorrer nos Jogos Olímpicos de 2018 podem ser acompanhadas em Portugal através dos canais Eurosport 1 e 2. Em baixo podem ver os horários de transmissão previstos até ao dia 13-02-2018.
*Os horários podem estar sujeitos a alteração. 


Canal Eurosport 1

Dia 09-02-2018

- Transmissão em directo entre as 01h00 e as 04h30 da madrugada.
- Transmissão em diferido entre as 08h00 e as 10h00. 
- Transmissão em diferido entre as 14h00 e as 15h30. 
- Transmissão em diferido entre as 22h00 e as 00h00,

Dia 10-02-2018

- Transmissão em diferido entre as 05h30 e 07h00.

Dia 11-02-2018 

- Transmissão em directo entre as 03h30 e as 05h30 da madrugada.

Dia 12-02-2018

- Transmissão em directo entre as 02h45 e as 04h15 da madrugada.
- Transmissão em diferido entre as 07h45 e as 08h45.
- Transmissão em diferido entre as 21h15 e as 22h00.

Dia 13-02-2018 

- Não estão previstas transmissões.

Eurosport 2

Dia 09-02-2018

- Transmissão em diferido entre as 05h00 e as 06h30.
- Transmissão em diferido entre as 10h00 e as 11h00.
- Transmissão em diferido entre as 15h30 e as 17h00.
- Transmissão em diferido entre as 20h30 e as 22h00.

Dia 10-02-2018

- Transmissão em diferido em as 04h00 e as 05h00.

Dia 11-02-2018

- Não estão previstas transmissões de patinagem.

Dia 12-02-2018 

- Não estão previstas transmissões de patinagem.

Dia 13-02-2018

- Não estão previstas transmissões de patinagem. 



Jogos Olímpicos 2018 - Quando são as provas de patinagem artística?

Jogos Olímpicos 


PeyongChang 2018




Quando são as provas de patinagem artística?

Parece incrível mas já passaram quatro anos desde os maravilhosos jogos olímpicos de Inverno que decorreram em Sochi. Em 2014 foram várias as performances memoráveis e marcantes. Agora é tempo de acompanhar as novas emoções das provas de patinagem artística nos palcos olímpicos.
A edição de 2018 vai decorrer na Coreia do Sul em PeyongChang e já se sabem os dias em que as provas de patinagem vão ter lugar. 
O programa olímpico na patinagem vai arrancar com a competição por equipas. A última prova será a de senhoras. 

Quais são os dias?

Prova por equipas 

Dia 09-02-2018 - Programa curto Homens + Programa curto pares
Dia 11-02-2018 - Dança curta + Programa curto Senhoras + Programa livre pares
Dia 12-02-2018 - Programa livre Homens + Programa livre Senhoras + Dança livre

Categoria de Pares

Dia 14-02-2018 - Programa curto
Dia 15-02-2018 - Programa livre

Categoria de Homens

Dia 16-02-2018 - Programa curto
Dia 17-02-2018 - Programa livre

Categoria de Dança

Dia 19-02-2018 - Dança curta
Dia 20-02-2018 - Dança livre

Categoria de Senhoras

Dia 21-02-2018 - Programa curto
Dia 23-02-2018 - Programa livre